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  •  RETINA CLÍNICA E CIRÚRGICA

    ESPECIALIDADE RETINA CLÍNICA E CIRÚRGICA

A retina é um tecido nervoso que fica localizado na parte mais interna da do olho e é responsável por transformar o estímulo de luz em impulso nervoso que será transmitido através do nervo óptico o cérebro, onde teremos a formação da imagem. Um grupo especial de células da retina, os fotorrecceptores, que são de dois tipos, os cones e os bastonetes, são responsáveis pela transformação da luz em impulso nervoso. Por este motivo, podemos compreender porque doenças que afetam a retina podem levar a perda importante da visão, sendo assim importante causa de cegueira em nossa população. Uma destas doenças, o descolamento de retina será abordada aqui. 

Descolamento de retina

Descolamento de retina

O descolamento de retina ocorre quando o líquido proveniente da cavidade vítrea (parte interna do olho) passa através de uma rotura ou buraco na retina, promovendo assim, uma separação da retina da camada que se localiza logo abaixo, o epitélio pigmentado da retina. Ou seja, estes dois tecidos, a retina e o epitélio pigmentado da retina são separados quando ocorrer um descolamento de retina. Este tipo de descolamento de retina é chamado de regmatogênico.

Exemplos de roturas de retina. 

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Exemplo de um paciente com quadro de descolamento de retina regmatogênico. A. Antes do tratamento, notem a presença de inúmeras roturas de retina localizadas na porção superior, além de quadro de fibrose (denominada proliferação vítreo retiniana ou PVR). B. Após tratamento, demonstrando sucesso na reaplicação da retina e melhora visual. 

 Existem outros dois tipos de descolamento de retina, como por exemplo o do tipo exsudativo (que ocorre em doenças inflamatórias, tumores, por exemplo) e o do tipo tracional (muito comum em pacientes com retinopatia causada por secundária). Estes serão abordados em outro item neste site.

Estima-se que a incidência de DR regmatogênico seja entre 1 em 10.000. Quando um paciente apresenta DR em um olho, sua chance de ter DR no outro olho é de 10%.

Porque ocorre o descolamento de retina?

De forma resumida, podemos explicar a ocorrência de descolamento de retina através de 2 mecanismos principais: o descolamento de vítreo posterior e presença de roturas de retina.

O descolamento de vítreo posterior ocorre por alterações do gel vítreo (que preenche a parte interna do olho) e este sofre um processo de liquefação (chamada sinérese vítrea) seguido por uma espécie de colapso. Durante o descolamento de vítreo posterior, algumas roturas de retina podem ocorrer, a explicação para isto é porque algumas áreas da retina são muito mais aderidas ao vítreo, e no momento da separação entre a retina e o vítreo pode dar origem a roturas ou rasgões de retina. Portanto, líquido pode passar através destas rotura e ter acesso ao espaço entre a retina e o epitélio pigmentado da retina, resultando assim no descolamento de retina.

Quais os fatores de risco para descolamento de retina?

Degenerações periféricas de retina;
Miopia; 
Pós extração do cristalino;
Pós trauma ocular;
Retinopatia diabética;
Inflamações oculares;
Algumas doenças hereditárias.

Quais sinais e sintomas do descolamento de retina?

Moscas volantes;
Flashes de luz; 
Perda de parte da visão (defeito de campo visual)
Perda total da visão.

Na presença destes sinais e sintomas, procure um especialista.

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Descolamento de retina regmatogênico avançando em direção a região da mácula. 

 

 

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Descolamento de retina regmatogênico afetando parcialmente a região da mácula. 

 

Há como previnir o descolamento de retina?

Sim, na presença de um ou mais dos sintomas mencionados acima, o paciente deverá realizar o exame de fundo de olho, também denominado mapeamento de retina. O objetivo deste exame é identificar se há ou não presença de alguma lesão predisponente e assim tratar preventivamente estas lesões através da fotocoagulação a laser (conforme o figura abaixo) ou crioterapia (que é um tratamento realizado através da esclera) e promovendo adesão cicatricial entre a retina e o epitélio pigmentado da retina, evitando portanto, em muitos casos, o descolamento de retina.

Exemplo de fotocoagulação a laser de retina.

Slide5Exemplo de paciente com presença de rotura de retina localizada na região temporal superior (seta vermelha). Mesmo paciente após a realização de fotocoagulação a laser de retina ao redor da rotura (setas amarelas). Esta medida emergencial previniu a ocorrência do descolamento de retina. 

 

Quais as opções de tratamento do descolamento de retina?

Basicamente, 3 formas de tratamento, podendo estas técnicas serem utilizadas de forma combinada. Discuta com seu médico qual a forma mais indicada de tratamento para o seu caso.  

Retinopexia pneumática (que consiste na injeção de um gás especial dentro da cavidade vítrea). Está indicado em descolamentos mais iniciais e lozalizados no parte superior da retina.

Retinopexia por introflexão escleral (esta técnica consiste na passagem de um faixa de silicone no local do rotura, levando a esclera de encontro a retina - veja no esquema abaixo). Possui uma indicação mais ampla que a anterior, mas para descolamentos não complicados. Em muitos casos, esta técnica pode ser combinada a vitrectomia posterior (veja a seguir). 

Vitrectomia posterior. Nesta técnica, através de três pequenos orifícios, o cirurgião terá acesso ao interior do olho, podendo assim remover o vítreo, reaplicar da retina, realizar fotocoagulação à laser. Na maioria dos casos, é necessário a utilização de substâncias que substitutirão o vítreo, como por exemplo, gases especiais ou óleo de silicone. O gás é uilizado em casos um pouco menos complexos, onde a proteção da retina será por um determinado período de tempo, entre 4 a 8 semanas. O óleo de silicone, em geral, é utilizado em casos mais complexos, onde necessita-se de uma proteção da retina mais duradoura, em pacientes com dificuldade de manter repouso ou em situações especiais. Em geral, depois de um certo tempo, o médico pode optar pela remoção do óleo de silicone. 

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Exemplo de descolamento de retina regmatogênico. A. Presença de rotura temporal superior (seta azul) com grande área de descolamento inferior. B. Aspecto do mesmo paciente 3 semanas de pós operatório com a retina aplicada e presença de bolha de gás em reabsorção (seta vermelha) . C. Mesmo paciente com 7 semanas de pós operatório com a bolha de gás pequena, já quase que totalmente reabsorvida (seta vermelha).

Qual a porcentagem de visão pode ser recuperada com a cirurgia para o descolamento de retina?

A recuperação visual dependerá de inúmeros fatores, tais como tempo de aparecimento do descolamento de retina, se o descolamento afetou a região central da visão (mácula), se houve sucesso na reaplicação ou não da retina, se não ocorreu complicações que afetem principalmente a região macular e o nervo óptico, presença de doenças oculares prévias, tamanho do descoalmento e da roturas retinianas, idade, dentre outros. Cada caso deve ser analisado de forma individual pelo seu especialista. Em geral, casos onde o tratamento foi realizado de forma mais precoce tendem a ter uma evolução mais favorável.